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A utilização de diferentes lasers nas estruturas duras dos dentes tem sido investigada há várias décadas. As primeiras descrições da aplicação do laser em Odontologia foram publicadas em 1964 por Stern e Sognnaes, os quais reportaram que o esmalte dental poderia ser vaporizado pelo laser de Rubi (Al2O3). No entanto, consideráveis danos foram observados no tecido dental: formação de cavidades, onde o esmalte apresentava-se fundido e vitrificado e a dentina com sinais de carbonização.

Outros estudos foram então realizados com os lasers Nd:YAG e CO2, porém danos semelhantes foram encontrados, mesmo que em diferentes níveis, dependendo dos parâmetros utilizados em cada tipo de laser. Vários sistemas lasers tem estado sob intensa investigação para a remoção e preparo dos tecidos duros dentais.

O uso dessa energia luminosa como substituta dos instrumentos mecânicos em muitas aplicações em tecidos duros é ainda fortemente debatido. Uma das objeções mais fortes se constitui na lenta taxa de remoção de material, e em vários casos, no inaceitável dano colateral usualmente causado pelo superaquecimento. Apesar disto, a grande seletividade e possibilidade em preservar o tecido sadio durante seu uso, torna o laser um instrumento altamente pesquisado hoje.

Características do laser

As características do feixe laser que são de grande interesse e importância, do ponto-de-vista biomédico, são: a habilidade em se direcionar e focar uma intensa densidade de energia, e a possibilidade de se ter alguma seletividade (Goldman et al. - 1963). A alta densidade de energia advém das características eletromagnéticas intrínsecas dos lasers associadas à instrumentação óptica, enquanto que a seletividade é facilitada pelo estudo da interação laser-tecido alvo.


O desafio colocado é desenvolver condições de interação com o tecido alvo aproveitando todas essas qualidades do sistema laser com o menor grau de dano colateral ao sistema biológico. Goldman et al. (1964) utilizaram um laser de rubí pulsado sobre tecido cariado, e puderam observar que o aquecimento do elemento dental era localizado, restrito à uma área de 2 mm2 ao redor do ponto de interação.

Mais recentemente, vários experimentos têm demonstrado que pulsos ultra-curtos no domínio de subpicossegundos promovem uma combinação de efeitos termomecânicos que superam algumas das objeções ao uso de um laser como instrumento removedor. Usando os parâmetros apropriados de operação, lasers com pulsos ultra-curtos podem se comportar melhor do que instrumentos convencionais, incluindo alguns dos lasers pulsados comercialmente já disponíveis na Odontologia.

Tudo isto mostra a necessidade de mais estudos dentro desta área. A Laserterapia brinda a Odontologia com várias possibilidades terapêuticas, modificando as técnicas operatórias simples, tornando-as refinadas, mais conservadoras e muito mais eficientes.



 





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