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A evolução das várias áreas
da saúde depende da interação de
novos materiais e instrumentos com o desenvolvimento
de técnicas para sua melhor utilização.
Dentro da Odontologia, especificamente dentro da Endodontia,
o quê podemos notar é um avanço
e desenvolvimento de materiais e não em técnicas.
A utilização da luz laser aparece neste
contexto para permitir um novo caminho ao pesquisador
e clínico na busca de técnicas que possibilitem
maior eficiência em menor tempo e sem causar injúrias
colateriais. Até o momento o quê percebemos
é o uso do laser para lapidar as técnicas
já consagradas.
A íntima relação
e o reconhecimento das possibilidades que ele proporciona
irá inspirar os estudiosos a encontrar caminhos
diferentes para a terapia endodôntica através
da luz laser.
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Com
base na minha revista da literatura e com minha
experiência clínica, posso concluir
que: com um laser de baixa intensidade é
possível a realização de
um diagnóstico diferencial para endodontia
de um elemento dental envolvido em uma dor difusa;
através do laser de Ho:YAG e de Er:YAG,
pode-se realizar a cirurgia de acesso endodôntico,
proporcionando simultaneamente uma considerável
redução bacteriana local; é
possível o uso do laser de Nd:YAG para
a obtenção de analgesia pulpar,
alcançando em torno de 60 minutos de duração
deste efeito, principalmente em casos de intensa
inflamação, onde pode-se encontrar
a dificuldade de um bom efeito anestésico;
a redução bacteriana é a
grande vantagem obtida com a irradiação
laser de alta intensidade intracanal, tornando
as sessões mais viáveis e confortáveis,
uma vez que reduz o tempo de trabalho; dependendo
do tipo de interação da radiação
laser de alta intensidade com o tecido, é
possível obter-se a abertura dos canalículos
dentinários, ou então, o vedamento
dos mesmos, conjuntamente com a desorganização
do smear layer e adissolução e recristalização
dentinária; sendo possível a transmissão
completa da radiação pela dentina
para fotopolimerização, independente
da distância focal, pode-se polimerizar
totalmente os cimentos resinosos endodônticos
através do laser de Argônio; promovendo
a interação fotomecânica é
possível a realização de
apicectomia obtendo-se redução bacteriana,
pouco trauma, maior facilidade operacional, cicatrização
acelerada, hemostasia, melhor visualização
do campo operatório, redução
de dor pós-operatória, redução
do risco de contaminação local pela
eliminação do aerosol do alta rotação
e redução de infiltração
marginal na cavidade de retrobturação;
a interação fototérmica proporciona
a impermeabilização da superfície
dentinária da porção apical
remanescente, após a apicectomia promovendo
consequentemente menor índice de infiltração,
redução da inflamação
nos tecidos conectivos adjacentes e diferenças
sugestivas no encapsulamento fibroso; com o laser
de Er:YAG pode-se preparar a cavidade de retrobturação
livre de debris e smear layer; devido aos seus
efeitos analgésico, antinflamatório
e biorregulador das funções celulares,
o laser de baixa intensidade promove alívio
de dores, rapidez na reparação tecidual
e previne inflamações, como por
exemplo, prevenindo as pericementites.
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O tratamento odontológico com laser vem aperfeiçoar
as conquistas a nível clínico e científico.
Quando devidamente realizado por um profissional capacitado,
ou seja, por aquele que realmente tem conhecimento do
aparelho e do procedimento que esteja realizando, a
qualidade deste tratamento torna-se diferenciado. A
laserterapia é ainda privilégio de poucos
pacientes, daqueles que sabem o conforto e o benefício
que estão recebendo, contudo é importante
coletar também achados clínicos e, aliando-os
às pesquisas, divulgar resultados significativos,
promovendo o crescimento na credibilidade dessa terapia
junto aos profissionais da Odontologia e extensivamente
ao público alvo: nossos pacientes
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